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14 de fevereiro de 2017

Série Copa das Confederações 2017: o que ver em Kazan

No primeiro post desta série sobre as cidades-sede da Copa das Confederações 2017, mostrei para você algumas coisas para ver em Sochi, o destino de verão preferido dos russos e onde acontecerão alguns jogos do torneio, no lindo litoral do Mar Negro.

Hoje é a vez de mostrar algumas atrações de uma das cidades mais lindas que já encontrei nos meus namoros com a Rússia: Kazan, a capital da República do Tartaristão.

Kazan (que você também pode encontrar por aí como Cazã, em português) é uma das cidades mais ricas do país e fica às margens do importantíssimo, estratégico e histórico Rio Volga. Sua população de quase 1,5 milhão de pessoas é feita por uma linda mistura de russos e tártaros, que se dividem religiosamente entre cristãos ortodoxos e muçulmanos sunitas.

Foto: Денис Петьовка / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Foto: Денис Петьовка / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Foto: NoPlayerUfa / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Foto: NoPlayerUfa / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Foto: TY-214 at English Wikipedia
Foto: TY-214 at English Wikipedia
Foto: TY-214 at English Wikipedia
Foto: TY-214 at English Wikipedia

Por que eu digo “linda mistura”?

Porque esta diversidade de culturas e religiões faz Kazan ser o que o Lonely Planet definiu muito bem: a Istambul da Rússia. Um lugar onde Europa e Oriente Médio se encontram. Onde minaretes de mesquitas maravilhosas rasgam o céu ao lado de cúpulas de igrejas ortodoxas, tudo num cenário de paz e confraternização entre as crenças e os hábitos.

O resultado mais visível disso é o Kremlin de Kazan – Patrimônio da Humanidade e a atração mais do que obrigatória da cidade.

Durante o dia (foto: Fendes / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0)
Durante o dia (foto: Fendes / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0)
À noite (foto: Олег Токарев / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0)
À noite (foto: Олег Токарев / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0)

No total, contando desde quando ele era um forte tártaro, o Kremlin de Kazan tem mais de 1000 anos. Mas a aparência atual é um pouco mais nova, vem dos séculos 16 e 17, quando Ivã, o Terrível, destruiu tudo que havia por ali e ordenou uma nova construção com ares mais russos do que antes.

© A.Savin, Wikimedia Commons
© A.Savin, Wikimedia Commons
Foto: Суркова Галина / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0
Foto: Суркова Галина / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0
© A.Savin, Wikimedia Commons
© A.Savin, Wikimedia Commons
A Catedral da Anunciação, dentro do Kremlin de Kazan (foto: Alexei Prosvetov / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0)
A Catedral da Anunciação, dentro do Kremlin de Kazan (foto: Alexei Prosvetov / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0)

É claro que muitas modificações foram feitas nestes quatro ou cinco séculos – inclusive algumas bem recentes, na comemoração do primeiro milênio do Kremlin tártaro – mas a principal delas foi uma símbolo da convivência pacífica entre os diferentes de Kazan: a mesquita Kul-Sharif.

Uma mesquita vizinha de uma igreja importantíssima do século 16 (a Catedral da Anunciação), de um museu Hermitage e do Museu do Estado Tártaro e da República do Tartaristão.

Foto: Aleksandr Zykov / Wikimedia Commons / CC BY-SA 2.0
Foto: Aleksandr Zykov / Wikimedia Commons / CC BY-SA 2.0
Foto: Kamil Rafikov / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0)
Foto: Kamil Rafikov / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
A mesquita à noite (foto: Palefire at the English language Wikipedia)
A mesquita à noite (foto: Palefire at the English language Wikipedia)

Kazan tem muito mais para ser visto, muito mesmo. Mas este exemplo que ela deu ao mundo ao unir símbolos tão fortes em tempos tão complicados merece destaque total em todos os posts sobre ela e faz com que ela também mereça cada um dos tantos visitantes que vai receber na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

dica to go travel

Não deixe de experimentar a comida tártara quando visitar a capital do Tartaristão. Um bom lugar para procurar restaurantes é a rua Baumana, em Kazan mesmo.

Passagens aéreas para o Cazã

Gabe Britto
Gabe Britto

Gabriel não se intimida com distâncias enormes, nomes de lugares que ninguém nunca ouviu falar, cardápios incompreensíveis. Mais do que viajar, ele adora pesquisar curiosidades exóticas e extraordinárias ao redor do mundo – e, claro, conferir de perto (e sem pressa) suas descobertas.