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30 de maio de 2017

Atrações fora do comum em São Paulo

Seguindo a série em que busco atrações fora do comum em destinos bastante turísticos (veja os posts sobre Los Angeles e Nova York), o pessoal da To Go Travel resolveu me dar um desafio nacional: atrações fora do comum em São Paulo.

Ibirapuera Sao Paulo
Vista do Ibirapuera, em São Paulo (foto: Thiago Leite/Shutterstock)

Eu adoro visitar a capital dos paulistas e faço isso sempre que posso, tanto que já tirei férias e fui para a cidade apenas para turistar, do mesmo jeito que faço com qualquer outra grande metrópole do mundo.

Lembro que voltei daquelas duas semanas surpreso e encantado com a quantidade de atrações e lugares incríveis que encontrei. Mas como aquilo foi há muito tempo, foi ótimo fazer uma nova pesquisa.

Aliás, aqui é preciso fazer uma ressalva.

Nos posts anteriores, eu defini as atrações fora do comum de acordo com o que aparecia nos maiores guias do mundo: o que estivesse neles, não entraria no post.

O problema é que achei poucas recomendações de São Paulo nesses guias (o mais famoso de todos inacreditavelmente não tem uma lista de sugestões do que fazer na cidade). Então fiquei quase sem referências do que é comum para quem visita os paulistanos.

Por isso, se a lista abaixo tiver algo muito óbvio, releve um pouco. E se você for paulistano, releve ainda mais. Lembre-se de que este post é bem mais direcionado aos turistas da sua cidade, ok?

Mercado Pinheiros

Todo turista vai para o Mercado Municipal de São Paulo, que é um lugar muito legal e precisa ser visitado. Mas o Mercado Pinheiros também merece a sua atenção.

Mercado Pinheiros, São Paulo
Mercado Pinheiros (foto: @gabebritto)

Ele foi construído no início do século 20, mas foi reformado e derrubado até ser reconstruído e reinaugurado nos anos 1970. É bem menor do que o seu colega mais famoso, mas isso é uma vantagem. Depois de reformas recentes, ele recebeu bancas, cafés e restaurantes novos, alguns bem badalados, e o tamanho reduzido é bom para quem quer conhecer tudo que tem lá dentro.

Na minha última visita, comi um pastel de carne seca com queijo, na lanchonete Rainha do Mercado. Recomendo muito.

Beco do Aprendiz

Se você acha que o Beco do Batman anda superpovoado (e até os seus moradores reclamam da quantidade de pessoas por ali), mude de beco. Vá ver os grafites do Beco do Aprendiz, que fica bem pertinho.

Grafite em São Paulo

Grafite em São Paulo
Grafites em São Paulo (fotos: @gabebritto)

Ele não é uma novidade, existe já há muito tempo, mas não chega nem aos pés da fama do Batman e fica bem escondido entre duas ruas, com acesso por entradas que passam quase despercebidas aos desatentos. Os desenhos são muito incríveis.

Aliás, aproveite para passear pelos arredores e também pela própria rua Belmiro Braga, onde fica o principal acesso a ele. Ela também tem suas obras de arte urbanas.

Amigo do Rei

Quem me acompanha nas redes sociais sabe do amor que tenho pela experiência gastronômica do Amigo do Rei, a única chance que você tem de experimentar a cozinha iraniana no Brasil. Depois que fui pela primeira vez, só deixei de repetir quando minhas visitas a São Paulo foram muito rápidas e não tive tempo sobrando.

Amigo do Rei, São Paulo
Tah chin-e morgh, uma das maravilhas persas (foto: Amigo do Rei)
Amigo do Rei, São Paulo
Ranghinack, a sobremesa mais surreal e deliciosa que já provei (foto: Amigo do Rei)

O Amigo do Rei é um serviço de chef a domicílio que também atende na própria residência da queridíssima Nasrin Haddad (ou da cadbanou Nasrin Haddad, porque é assim que as chefs são chamadas no Irã). É preciso reservar mesa e os lugares são bastante limitados, mas quem consegue ir sai de lá apaixonado tanto pela Nasrin quanto pelos maravilhosos pratos persas que ela prepara.

Recomendo com muitas estrelinhas. Veja o site.

Cemitério da Consolação

O Père Lachaise, em Paris, o Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, e o Antigo Cemitério Judaico, em Praga, são visitas praticamente obrigatórias aos turistas nessas cidades. Mas passear pelo magnífico Cemitério da Consolação, em São Paulo, não está nas recomendações dos maiores guias do mundo – e isso é uma pena.

Cemitério da Consolação, São Paulo
Foto: The Photographer (CC0 1.0)
Cemitério da Consolação, São Paulo
Foto: The Photographer (CC0 1.0)

O Cemitério da Consolação, inaugurado em meados dos anos 1800, é a casa final de muitas figuras ilustríssimas da história brasileira e tem túmulos maravilhosos, com esculturas impressionantemente lindas. Além disso, é um oásis de paz e tranquilidade no meio das avenidas da cidade e oferece visitas guiadas por um… coveiro.

Não sei quanto a você, mas eu acho isso fantástico.

Museu da Tatuagem

Você não precisa ser tatuado nem estar pensando em desenhar na sua pele para achar interessante o Museu da Tatuagem (ou o Museu Tatoo Brasil). Afinal, o lugar conta um pouco da história de uma arte que tem 5000 anos, está espalhada por culturas totalmente diferentes no mundo inteiro e que é cheia de significados místicos.

Museu Tatuagem, São Paulo
Um maori (1769) e um japonês (1875) tatuados (imagens de ilustração, elas não estão no museu. Obras de Parkinson e Raimund von Stillfried, domínio público.)

O Museu da Tatuagem foi fundado em 2004 pelo tatuador (e ainda administrador) conhecido como Polaco e tem quase 500 itens curiosos e históricos ligados à tatuagem. Para melhorar, ele ainda fica num prédio histórico, no Centro de São Paulo.

A visitação é gratuita, mas é preciso agendar. Veja como no site.

Confira mais curiosidades sobre São Paulo em nossos Guias de Viagem.

dica to go travel

Além de ter prédios antigos lindos, o Centro de São Paulo é repleto de lugares diferentes e incríveis, muitos deles totalmente fora do radar do turismo na cidade. Vale se informar sobre as melhores regiões e dar uma boa volta atrás de atrações novas para você.

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Hotéis em São Paulo

Gabe Britto
Gabe Britto

Gabriel não se intimida com distâncias enormes, nomes de lugares que ninguém nunca ouviu falar, cardápios incompreensíveis. Mais do que viajar, ele adora pesquisar curiosidades exóticas e extraordinárias ao redor do mundo – e, claro, conferir de perto (e sem pressa) suas descobertas.