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27 de junho de 2016

15 motivos (além da FLIP) para conhecer Paraty

Foto: iStock_FelipeGoifman
Foto: iStock_FelipeGoifman

A FLIP (Festa Literária de Paraty), que acontece nesta semana, de 29 de junho a 3 de julho, é um dos momentos do ano em que a cidade fluminense fica mais interessante. Intelectuais em seus chapéus-panamá por todo canto, shows gratuitos nas praças e muito papo cabeça para quem quiser chegar e assistir. Apesar de os ingressos para os eventos principais serem vendidos e, a esta altura, esgotados, as palestras são transmitidas simultaneamente, ao ar livre, nas praças da cidade. Sem contar outros eventos off FLIP (em lugares como o Instituto Moreira Salles e Casa da Folha) com atividades gratuitas. Ou seja, se você conseguiu um lugar para dormir na cidade (a esta altura, tudo lotado), basta chegar e participar. E, mesmo se você não conseguiu, considere ficar em algum lugar próximo e fazer um bate e volta.

Ou então melhor assumir que você comeu bola este ano, mas ainda há razões de sobra para não esperar a edição 2017 da FLIP para ir a Paraty:

1. Outras festas vêm aí.
Ok, digamos que você quer ver a cidade em ebulição cultural ainda este ano. Tem o Paraty em Foco, um importante festival internacional de fotografia que está em sua 12a edição.

2. O lugar é de cair o queixo.
Paraty é uma colorida cidade colonial que parece ter parado no tempo, estrategicamente posicionada entre uma baía de águas esverdeadas e uma Mata Atlântica preservada. Em seu centrinho histórico, ateliês de artistas, lojas charmosas, bares com música ao vivo, mesinhas na calçada para ver a vida passar.

Foto: Cindy Wilk
Foto: Cindy Wilk

3. E cheio de história.
Exige uma certa habilidade andar pelas ruelas de pedra pé de moleque sem olhar para o chão e perder alguns detalhes. O que mais tem no preservado casario colonial da cidade fundada em 1667, como entreposto para escoar o ouro vindo de Minas Gerais. Igrejas, prédios administrativos, a cadeia e símbolos maçônicos nas fachadas das casas. Tudo muito bem preservado na cidade listada como Patrimônio Histórico Nacional.

Foto: iStock_GeraldoCostafotografias
Foto: iStock_GeraldoCostafotografias

4. Aliás, uma das igrejas mais lindas do mundo está aqui.
Trata-se da pequena e melhor posicionada impossível Igreja de Santa Rita. Alguém discorda?

Foto: iStock_KseniyaRagozina
Foto: iStock_KseniyaRagozina

5. Tem cachaça de primeira.
A região de Paraty não foi a primeira no Brasil a produzir cachaça, mas virou a principal na época do Brasil Colônia. Dos 100 alambiques hoje ainda funcionam 7. Nomes como Maria Izabel e Paratiana estão entre as conhecidas e são vendidas nas lojas do centro histórico. O Festival da Cachaça, entre 11 e 14 de agosto é também uma boa desculpa para dar uma chegada ali.

Foto: iStock_kimrawicz
Foto: iStock_kimrawicz

6. Come-se muito bem.
Não falta boa gastronomia nas ruelas do Centro Histórico. Algumas coisas realmente ficam na memória como o espaguete ao vôngole ou o carpaccio de polvo do italiano Punto di Vino (rua Marechal Deodoro, 129, tel. 24/3371-1348) ou os fresquíssimo e bem-preparados peixes e polvo do sofisticado Banana da Terra (Rua Dr. Samuel Costa, 198, tel. 24/3371-1725).

7. Até nos lugares mais simples.
Quer um exemplo? Vá ao quiosque Lapinha, na Praia do Pontal, e peça o petisco paratiano por excelência, que desce bem demais com uma cerveja. Trata-se do camarão casadinho, inventado lá mesmo mas hoje servido em outros botequinhos da cidade.

8. E a gastronomia é bem internacional.
Basta atentar para o fato de que nesta pequena cidade há dois restaurantes tailandeses. E dos bons. O Thai Brasil (rua do Comércio 308, tel. 24/3371-2760) é mais central e animado, especialmente durante a FLIP – o lugar pega fogo. Já o Thai Paraty (rua Princesa Isabel, bairro do Pontal, tel. 24/3371-2772) é menor, mais intimista e sossegado.

Foto: Cindy Wilk
Foto: Cindy Wilk

9. Tem até um festival para os foodies.
Entre 11 e 13 de novembro acontece na cidade o Folia Gastronômica, com aulas com chefs famosos, degustações, quiosques de produtos gourmet e caprichada programação cultural/musical.

10. A praia não é lá essas coisas, já as ilhas…
Quem precisa de litoral lindão quando tem uma baía de águas verde-esmeralda, ilhas e trechos de continente só acessadas por mar e, ainda, uma frota de barquinhos lindos como esses aqui para fazer passeios?

Foto: iStock_diegocardini
Foto: iStock_diegocardini

11. Dá até para ficar numa delas.
A Ilha do Araújo é um dos mais bem guardados segredos de Paraty. Tem uma comunidade caiçara que vive ali e também algumas casas de veraneio cujos donos alugam para temporada. Mas como não há hotéis, a maioria das pessoas faz mesmo um bate e volta de barco à partir da Praia Grande. A praia do lado de lá é bem bonita.

12. Sempre se pode correr para o mato.
Se cansar de mar e casas coloniais, que tal um banho de cachoeira na mata?

Foto: iStock_GuilhermeAmbrosio
Foto: iStock_GuilhermeAmbrosio

13. Tem hotéis cheios de charme.
Muitos dos casarões históricos viraram hotéis muito agradáveis. Alguns tão pequenos e exclusivos como o Casa Turquesa (rua Dr. Samuel Costa, 50, tel. 24/3371-1037) com apenas 8 disputados quartos e política de não andar de sapatos dentro da propriedade. Ao chegar da rua, você deixa os sapatos em cestos e usa os chinelinhos oferecidos pelo lugar.

Foto: Cindy Wilk
Foto: Cindy Wilk
Foto: Cindy Wilk
Foto: Cindy Wilk

14. É lá que mora o príncipe.
Isso mesmo, Dom João Henrique de Orleans e Bragança ou simplesmente Dom Joãozinho, bisneto da Princesa Isabel, tem uma casa na cidade e é figurinha fácil por ali. Fotógrafo, ele está na programação do Paraty em Foco deste ano.

15. É no meio do caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Por fim, Paraty fica estrategicamente posicionada entre as duas metrópoles. Convenceu?

dica to go travel

Você não vai precisar de carro para se locomover pelo Centro Histórico de Paraty. Como dentro da parte histórica não circulam carros, uma boa ideia é deixar o seu em casa. Se você vai ficar em algum hotel do centro, considere ir de ônibus a partir de São Paulo ou Rio. Muita gente faz isso.

Hotéis em Paraty

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.