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7 de dezembro de 2016

Bangkok: 11 coisas que você tem que fazer na cidade

Os passeios imperdíveis para ao menos tentar decifrar a cosmopolita capital da Tailândia

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Flickr_CC: Gutsmanz

A capital da Tailândia pode parecer – e, de fato é – uma metrópole meio assustadora. Bangkok tem população de 8 milhões de habitantes e é cortada pelo tortuoso rio Chao Phraya, as atrações ficam esparramadas e o trânsito, pior que o de São Paulo na hora do rush a toda hora. Pedacinhos muito tradicionais e mercados flutuantes convivem com modernos trens de superfície e arranha-céus futuristas. E, no meio do caos, algumas coisas que você precisa fazer para sair com real sensação de realmente ter visto ao menos um pouco desta cidade louca.

1. Ver os templos e palácios
Não importa o quanto você queira fugir do circuito turístico, mas entrar no inacreditável Grand Palace, o complexo arquitetônico que concentra residência do rei e prédios governamentais. Atualmente, ponto de peregrinação para tailandeses de toda a parte que chegam para fazer homenagens ao mais que amado rei Bhumibol Adulyadej, morto dia 16 de outubro.

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Flickr_CC: Anek Suwannaphoom

Ao lado do Grand Palace está Wat Pho, onde está o Buda deitado de impressionantes 46 metros.

E, por fim, dali pode-se caminhar para a beira do rio Chao Phraya e atravessar para o outro lado em barcos que saem do píer de Tha Tian até o templo mais lindo do pedaço: Wat Arun com sua torre dourada de 70 metros.

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Flickr_CC: Amit Rawat

Lembre-se de levar um lenço para cobrir os ombros no interior dos templos.

2. Fazer massagem no Wat Poh
Não dá para dizer que a tradicional massagem tailandesa seja relaxante. O terapeuta usa o próprio corpo – especialmente o cotovelo – para pressionar pontos do corpo, numa mistura de shiatsu com alongamento power. Aperta daqui e estala dali, depois da tortura realmente tudo parece ter ficado no lugar certo.
Dentro do complexo do Wat Poh há um posto da escola mais respeitada de massagem na Tailândia, a Watpo Thai Traditional Massage School.

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Flickr_CC:

Não há muita privacidade já que é apenas um grande espaço com várias camas, como aliás a maioria dos espaços mais tradicionais e a massagem custa apenas 13 dólares.

Quem não quiser entrar no Complexo do templo (e pagar ingresso) para fazer apenas uma massagem, há outro lugar pertencente à escola do lado de fora, nos arredores. Fica na rua Maharatch (veja o mapa no site).

3. Andar nos barcos de linha
De qualquer maneira, não dá muito para escapar de atravessar o rio de uma margem a outra com barcos de linha para ver Wat Pho e Wat Arun, mas há outro trajeto que vale à pena fazer a bordo das balsas.
Vale embarcar no píer próximo ao Wat Pho ou Wat Arun e rumar sul até a estação de Saphan Taksin do BTS (o futurista trem de superfície que atravessa os bairros da Bangkok moderna).

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Flickr_CC: marin tomic

No caminho, passa-se por alguns dos hotéis luxuosos da cidade que ficam nesta região, shopping centers que chegam até a margem do rio, mas também casas e predinhos tradicionais, áreas meio degradadas. Enfim, tudo junto misturado como é a tônica da cidade.

Dentro da balsa há muitos turistas, mas também a vida real dos habitantes da cidade que de fato usam o rio para se locomover.

4. Circular de BTS
O tal do BTS é também uma boa experiência para entender a cidade. Sem contar que pode ser uma mão na roda para atravessá-la em horários complicados (que sinceramente não sei dizer quais são, já que a qualquer hora há congestionamentos monstruosos).

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Flickr_CC: doctor447

É um bom lugar para ver a educação das pessoas, esperando em filas tão comportadas o desembarque dos outros. Nas tevês, as propagandas mais hilárias do mundo intercaladas a homenagens ao rei que literalmente faz lágrimas escorrerem dentro do vagão. Ah, e tem todo lado de fora, uma forma interessante de ver a arquitetura da cidade, os malls gigantescos e arranha-céus.

5. Não tomar um drinque no Sky Bar

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Flickr_CC:

Também nos arredores da estação de Sephan Taksin do BTS está o mais famoso roof top bar de Bangkok, o Ski Bar. No 63o andar do Hotel Lebua. O visual ali realmente impressiona (vá um pouco antes do anoitecer), tanto quanto o preço dos drinques do cardápio: 990 bahts, cerca de 99 reais (!) por um Aperol Spritz. Mas ver a vista é de graça. Dica: eles têm um dress code bem restrito para subir. Se estiver de shorts ou bermudas, esqueça.

6. Pegar um tuctuc

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Flickr_CC: Paolo Di Tommaso

Eles vão tentar lhe cobrar uma fortuna (para os padrões locais) e você vai ter que negociar até chegar num preço justo. Depois, apenas relaxe (se puder) enquanto a motinho rasga pelo caótico trânsito da cidade. Sem mencionar o décor interno muito peculiar e as luzes coloridas.

7. Dar uma volta pela Khao San Road

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Flickr_CC: Anna Gett

A rua dos mochileiros ficou famosa por filmes como A Praia ou Se Beber não Case 2. É sim caótica, cheia de gente enchendo a cara de drinques baratos, casas que oferecem massagem nos pés em cadeiras na calçada, camelôs vendendo camisetas baratas e calças ripongas. Mas vale beber umas cervejas baratas por ali numa noite. A Khao San Road mesmo só tem 500 metros, mas a baladinha se estende pelas ruas ao redor.

8. Ir a um mercado flutuante

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Flickr_CC: Luis Cavaco

São as feiras de rua de Bangkok, com a diferença que acontecem às margens de canais e vendedores passam também de barco para oferecer seus produtos, além das barracas montadas em terra firme. Há vários, mas alguns bastante turísticos. Para fugir ainda que um pouco, vá ao mercado flutuante de Klong Lat Mayon. Uma viagem ficar experimentando as diferentes e curiosas comidinhas e petiscos nas barracas. Fica a uma corrida de táxi (70 bhats) da estação de Bang Wa do BTS.

9. Não perder o Chatuchak Market

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Flickr_CC:

O mercadão da final de semana da cidade está entre os maiores da Ásia inteira. Praticamente de tudo — de almofada em formato de fatia de melancia e uma cobra phiton ou um porco espinho. São 15 mil barracas divididas, por produtos, em 27 seções que cobrem uma área de 110 mil metros quadrados. Prepare-se para ficar por ao menos meio dia se perdendo por estes labirintos. Há barracas de comida, bares, locais para trocar dinheiro.

10. Se perder nos Shoppings de Siam

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Flickr_CC: Sunny sobhani

O oposto perfeito ao Chatuchak é este centrinho da Bangkok moderna, Siam Square. No entroncamento das duas linhas de BTS, um enclave com mega malls como os luxuosos Paragon, Siam Center e Siam Discovery. No primeiro, vende-se até mesmo carros de luxo. O Food Court do Paragon é também uma atração com centenas de lugares interessantes para petiscar especialidades locais em ambiente bem arrumadinho. Ideal para quem estiver com frescura de experimentar as iguarias nos mercados – ou mesmo na rua. Aliás, é possível que você coma o melhor phad thai da sua vida em uma rua qualquer de bangkok, uma experiência que quem estiver com frescura deixa de viver.

Ainda neste miolo recheado de shoppings imensos está o MBK Center, um shopping com cara de camelódromo, com muita coisa barata, mas a maioria bem suspeita. Nos andares mais altos há lojas que parecem vender eletrônicos de primeira linha.

11. Ver arte moderna

Cada dia mais cosmopolita Bangkok tem uma cena de arte contemporânea bacana, especialmente nos arredores de Sathon Tai Road, local onde estão alguns dos hotéis de luxo da cidade, como o W Hotel. Há várias galerias espalhadas por esta região.

Com pouco tempo para fazer uma exploração, melhor ir direto ao Bangkok Art and Culture Center, um complexo com exibições – muitas vezes de artistas internacionais – e também várias lojinhas de objetos de arte e design, cafés legais e livrarias de arte. O prédio de 3 mil metros quadrados e arquitetura moderna localizado bem na frente do MBK já vale o passeio.

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Flickr_CC: Nattapol

Pronto. Depois disso você já está pronto para o movimento de descompressão da louca metrópole nas praias do sul ou nas montanhas do norte.

dica to go travel

Para quem não estiver muito carregado de bagagem, a boa opção para ir do Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi para o centro é o BTS. É rápido e vai custar menos de 10 reais.

Passagens aéreas para Bangkok

Hotéis em Bangkok

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.