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10 de maio de 2017

Bienal de Veneza 2017: vale à pena viajar para lá nesta época?

Este ano tem Bienal de Veneza, um agito artístico que dura mais de 6 meses e movimenta ainda mais a já tão turística cidade italiana. É uma boa ou é roubada?

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Shutterstock_Gurgen Bakhshetyan

A Bienal de Veneza é um dos grandes eventos mundiais do calendário das artes. Ela dura um tempão – a de 2017 vai de 13 de maio a 26 de novembro – e chacoalha todo o mercado artístico internacional. Mas vamos dizer que você goste de arte, mas não a ponto de ir a Veneza só por causa da Bienal. Ainda assim, vale à pena ir para lá nesta época do ano? A cidade fica muito lotada por causa da Bienal a ponto de estragar o seu passeio? O que fazer em Veneza nesta época do ano?

Para responder a estas questões, pedi ajuda à jornalista Roberta Ristow, tão apaixonada por arte contemporânea que foi a 3 edições da Bienal de Veneza. E ela listou algumas ótimas razões para, sim, pegar um voo para a Itália rapidinho.

A Bienal em si não fica muvucada. Afinal, o espaço não é como o de uma feira de arte em que todos ficam concentrados, mas sim um grande parque no leste de Veneza, o Giardini, onde fica o Pavilhão Central e outros 29 Pavilhões Nacionais, dentre os quais um brasileiro. O Giardini é onde a Bienal de Veneza acontece desde sua primeira edição, em 1895.

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Giardini, onde acontece a Bienal. Shutterstock_Claudio Divizia

Tem Brasil também no Pavilhão Central. Ali, acontece a mostra internacional, temática e a cada ano à cargo de um curador. Em 2017, os artistas que participam da 57ª Exposição Internacional foram escolhidos pela curadora Christine Macel, do parisiense Pompidou Centre, em torno do tema Viva Arte Viva. Entre artistas de 51 nacionalidades estão os brasileiros Ayrson Heráclito, Erika Varzutti, Ernesto Neto e Paulo Bruscky.

Os Pavilhões Nacionais são também um bom passeio. Até para ver de fora. Entre as obras arquitetônicas estão o Pavilhão Finlandês de Alvar Aalto, autor de algumas das mais emblemáticas casas do século 20. O Pavilhão Brasileiro é também lindo, de linhas modernistas. O artista escolhido para nos representar ali, em 2017, é a mineira Cinthia Marcelle.

E o dia termina em um Aperol Spritz. Os pavilhões fecham às 18hs mas, veja, bem, já é quase verão. A boa é partir para a happy hour no Caffé La Serra, um café ultra charmoso que funciona em uma estufa histórica, na entrada do Giardini, e pedir um drinque de verão. É o que todos fazem.

Há também a outra parte da Bienal de Veneza: o Arsenale. O estaleiro militar do século 13 passou a receber parte da Bienal de Veneza em 1980. É menos glamuroso, mais industrial e muito interessante. Ali acontecem outras exibições de curadoria de Christine Macel e há também pavilhões de países que não estão no Giardini.

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A imponente entrada do Arsenale. Shutterstock_pixinoo

É muito fácil comprar ingressos. Neste ponto, a Bienal de Veneza não requer nenhuma programação prévia. Os ingressos podem ser comprados online ou mesmo na hora, nas bilheterias do Giardini ou Arsenale. O tíquete que dura 48 horas, inclui todos os espaços e custa 30 euros.

Há visitas guiadas nos dois endereços. Que são uma super oportunidade mesmo para quem já tem uma base legal. É preciso reservar, mas quem resolver de última hora pode conseguir.

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Shutterstock_andyparker72

Durante a época da Bienal de Veneza, os grandes museus e instituições montam exibições especiais. Ou seja, a cidade inteira respira arte. O Palazzo Grassi e Punta Della Dogana recebem uma exposição gigante de Damien Hirst. A Fondazione Prada é outra que sempre prepara boas surpresas.

Sempre vale a pena passar na casa da Peggy Guggenheim. O palácio onde ela morou, além de ser um espetáculo, guarda obras dos grandes artistas do século 20. Sem falar nas curiosidades, como os jardins que servem de cemitério para seus amados cães lhasa apso. Dá até para descansar na cadeira onde a colecionadora se sentava.

No fim das contas, a Bienal é uma forma de fugir da confusão de Veneza. Isso mesmo, em nenhum lugar do circuito da Bienal você vai se sentir sufocado em meio aos turistas como acontece, por exemplo, na Piazza San Marco.

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Shutterstock_Stockafisso

E, aproveitando, aí vai a dica da Roberta para um almoço delicioso e bem local: Trattoria alla Rivetta. “Fica escondida debaixo da Ponte San Provolo, no Castello. Provei umas mini alcachofras com frutos do mar de outro mundo”, diz.

Confira mais dicas sobre Veneza em nossos Guias de Viagem.

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Esta é para quem quer fugir dos turistas, do povo das artes e curtir um passeio romântico nos arredores de Veneza. Vá para Burano, uma das mais lindas cidadezinhas da Itália para curtir a dois.

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Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.