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5 de dezembro de 2016

Como levar dinheiro em viagem

Dicas espertas para fazer seu dinheiro valer mais – e se proteger de inconvenientes – durante uma viagem

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Com o real desvalorizado como está e o famigerado IOF comendo uma fatia dele temos que pensar cada vez mais em fazer escolhas espertas ao levar nosso nem tão rico dinheirinho para viajar. A seguir algumas dicas.

Compre aos poucos.
Antes de qualquer viagem começa o pânico das oscilações cambiais, aquele fenômeno capaz de transformar artistas plásticos em economistas colados na Bloomberg para ver se o dólar está subindo ou descendo. Para escapar do estresse das oscilações cambiais pré-viagem, a regra é simples: vá comprando aos poucos. Mesmo em cartão pré pago você pode fazer carregamentos menores ao invés de trocar todo o dinheiro de uma só vez (apenas verifique se o cartão cobra taxa para recargas adicionais). Assim, você sempre terá um câmbio médio e se protege de uma alta de véspera.

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Com que moeda eu vou?
Com a que lhe garanta menos operações cambiais, sempre. No caso da Europa, obviamente você vai viajar com euros, mas para quê levar euros e não ienes para o Japão? Parece meio óbvio, mas nem todo mundo lembra disso antes de viajar. Mas fatalmente vai lembrar ao pagar nas casas de câmbio locais.

Dinheiro vivo: em doses homeopáticas.
Papel moeda ou cash é a forma mais econômica de levar dinheiro em viagens já que o IOF para a compra de papel é de 1,1% (era 0.38% até maio deste ano). Sem contar que é uma boa forma de controle.

O inconveniente neste caso é a segurança. Bom para viagens curtas, perigoso para viagens longas já que, pense, você vai ter que ficar circulando por aí com aquelas desconfortáveis bolsinhas sob a roupa que sua mãe sempre te mandou usar (e você jurou em falso que usaria). Afinal de contas, se você der bobeira e algo acontecer não há forma de recuperar, obviamente.

Então a dica é levar parte do dinheiro em espécie, dependendo da duração da viagem e do destino. Lembre-se de que em alguns lugares do mundo, tipo partes do sudeste asiático, por exemplo, hotéis podem não aceitar cartão de crédito e pode ser difícil até mesmo encontrar um caixa eletrônico. Em Myanmar, aliás, não são aceitas nem mesmo notas de dólar que estejam amassadas ou com pequenas manchas.

Cartão de crédito internacional: leve, mas deixe na carteira.

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IOF de 6,38% somado ao câmbio fechado na data da fatura e não na data da compra, uma espécie de roleta russa cambial. Sem dúvida, é a pior forma de usar moeda estrangeira durante a viagem, mas pode lhe trazer ótimas vantagens antes dela. Ainda na etapa de planejamento, é bom checar os benefícios oferecidos pelo seu cartão. Os cartões Visa Platinum e Infinite, por exemplo, fornecem seguro viagem gratuito para quem compra a passagem com eles.

E mesmo que você não pretenda usar efetivamente seu cartão de crédito internacional durante a viagem para fazer compras, não deixe em casa. Além de ser um back up para qualquer emergência, ele será necessário na hora de fazer o check in nos hotéis — é praxe que se peça o número como garantia mesmo que sua intenção seja usar outro meio para pagar a estadia.

Mas vai que a emergência aconteça e você precise usar o cartão de crédito internacional. Por via das dúvidas, é necessário que você faça um aviso de viagem, comunicando ao banco as datas e os países a serem visitados. Em geral, dá para fazer isso pela internet mesmo. Em minha experiência pessoal, mesmo fazendo tudo isso, já tive meu cartão bloqueado algumas vezes.

Cartões pré-pagos

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Funciona como um cartão de débito para pagamentos e permite também retiradas em caixas eletrônicos (ATMs). Apesar de o IOF de 6,38% também incidir na hora de carregá-lo, a cotação será a do dólar do dia, então você fica livre de preocupações em relação à variação cambial durante a viagem e consegue controlar os gastos como faria com dinheiro vivo.

Com as vantagens de um cartão: não perder o dinheiro e ainda ter reposição gratuita do cartão em caso de perda ou roubo, poder recarregar a qualquer hora durante a viagem, ter um cartão adicional que acesse o mesmo saldo. O cartão pré-pago da Cotação, por exemplo, ainda oferece uma central de atendimento 24 horas em português, rede de aceitação em mais de 200 países para compras e saques, recompra de saldo garantido e um aplicativo que facilita todo o processo de recarga, consulta de saldo e bloqueio em caso de perda.

Claro que há um preço: taxas para retirada (para compras, não) e eventualmente para recargas. Bom perguntar tudo direitinho antes.

dica to go travel

O cofre do hotel pode é uma mão na roda para você sair tranquilão. Mas também pode ser uma fonte de estresse, caso você faça o check out correndo pela manhã e simplesmente esqueça tudo lá dentro. Acredite: isso é a coisa mais normal do mundo. Dica: esvazie o cofre na noite anterior à partida.

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.