Home > Viajante Hiperconectad@ > Espanha: 10 festivais que valem a viagem
22 de abril de 2016

Espanha: 10 festivais que valem a viagem

Nem precisa chegar o verão para a Espanha respirar música, dança, teatro e inovação. Do flamenco ao eletrônico, da ópera ao circo, tem verdadeiramente de tudo para todos nestes 10 incríveis festivais.

1. Sónar, Barcelona
Com lineup sempre espetacular, arte multimídia, instalações e doideiras mil, o Sónar não desliga. O festival é dividido em dois momentos: Sónar Day, ao lado da Plaza de Espanya; e o Sónar Night, num centro de exposições no bairro de L’Hospitalet. A noite é exclusiva para se jogar ao sensorial da música eletrônica – das mais variadas vertentes, dos undergrounds aos já deuses, do experimental ao “clássico”. O dia, para pensar a música e além. O Sónar D+, que acontece em paralelo com o festival, é uma conferência de Criatividade, Tecnologia e Negócios. Morderno que só, toda fauna de creative people dos quatro cantos cai aqui. E a fórmula de misturar tudo isso criada em 1994 deu tão certo que virou franquia exportada para 6 cidades, incluindo São Paulo (24-28/11). Este ano os grandes nomes são Jean-Michel Jarre, New Order, John Grant, James Blake, dentre muitos, muitos outros.
Quando: 16 a 18 de junho

togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_SONAR
Foto: divulgação

2. Suma Flamenca, Madri
A nata do flamenco baixa inteira em Madri ao longo do mês de junho para este festival que já está em sua 11ª edição e é o maior do gênero na capital. No ano passado foram 373 apresentações em 21 espaços espalhados pela cidade e até por pequenos municípios dos arredores, como Aranjuez ou San Lorenzo de el Escorial. A ideia é abranger todas as vertentes de canto, dança e guitarra flamenca, do erudito ao popular que possa ser entendido por neófitos. E obviamente os tradicionais tablaos de flamenco como Villa Rosa, Casa Patas ou Corral de la Morería entram na dança.
Quando: todo o mês de junho

togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha
Foto: iStock_T-Immagini


3. Festival Internacional de Música y Danza de Granada, Granada
Inspirado nos concertos sinfônicos celebrados desde 1883 no Palácio de Carlos V durante as festas de Corpus Christi e turbinado pelas manifestações culturais que intelectuais como García Lorca, Falla e outros armaram por ali em 1922, o Festival de Granada tomou forma em 1952. Hoje, é uma verdadeira epifania cultural em lugares muito, muito especiais. Palácios e jardins do Complexo de Alhambra, a Catedral de Granada, o Monastério de San Jerónimo, a Abadía del Sacro Monte são apenas alguns exemplos dos incríveis palcos que recebem, por exemplo, o Ballet do Teatro Bolshoi de Moscou ou a Sinfônica de Londres.
Quando: 19 de junho a 8 de julho

4. El Grec, Barcelona
No sensacional anfiteatro sob as estrelas construído num dos cantos de Montjuïc para a Feira lnternacional de 1929, o Grec começou como apenas uma mostra de teatro, em 1979. Os anos, contudo, foram deixando o festival eclético. Primeiro vieram a música (do jazz ao flamenco), a dança, a circo. Depois, o Mini-Grec, com atividades para crianças, e o More Grec, com outros eventos culturais, como palestras ou instalações multimídia, espalhados por outros endereços da cidade. A maioria de graça, aliás. A programação deste ano ainda não foi divulgada.
Quando: final de junho até começo de agosto

togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_grec
Foto: divulgação

5. Veranos de la Villa, Madri
Nos meses de julho e agosto Madri se transforma em um palco a céu aberto. Veranos de la Villa é uma programação cultural extensa – música, teatro, ballet, flamenco etc — espalhada por belos cenários da capital a preços super populares. Um exemplo? O Ballet de Moscou apresenta Don Quixote na Puente del Rey a 25 euros. Sim, isso acontece nos dias 7 e 8 de julho. Já o centro cultural Conde Duque tem seu páteo interno transformado em cinema ao ar livre com food trucks servindo comidinhas. Outras atrações acontecem no Matadero Madrid, um antigo abatedouro transformado em centro cultural, e mesmo na super central Plaza Mayor.
Quando: 1 de julho a 30 de agosto

Post_01_20160523_NeedSpain

6. Bilbao BBK Live, Bilbao
Com lineup que mistura clássicos como Pixies e New Order com contemporâneos como Arcade Fire, Foals e Tame Impale, o festival do País Basco só cresce desde sua estreia em 2006. A explicação para isso é a própria Bilbao – o lindo centro da cidade está a apenas 10 quilômetros do lugar do festival. Ou seja, durante o dia dá para se jogar num polvo grelhado, visitar o Guggenheim e voltar para a festa.
Quando: 7 a 9 de julho

togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_BBK_bilbao
Foto: divulgação

7. Festival Internacional de Benicàssim, Castellón, Valencia
Na costa valenciana, Benicàssim é conhecida desde o século 19 por ser um pequeno balneário onde famílias ricas mantém suas casas de verão. Bom, isso até 20 anos atrás, quando virou sinônimo de FIB, o apelido deste festival muito amado. Por quatro dias, a minúscula cidade se transforma para receber a galera e músicos do quilate de Muse, Massive Attack, Bloc Party, Chemical Brothers, dentre outros que vem este ano. Como os shows principais acontecem mais tarde, os “fibers” aproveitam a praia que fica apenas 20 minutos de caminhada do lugar do festival, para recarregar as baterias.
Quando: 14 a 17 de julho

togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_fib
Foto: divulgação
togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_fib
Foto: divulgação

8. Festival Internacional del Mundo Celta, Ortigueira
Enquanto isso na Galícia, é a música celta e outros ritmos folclóricos que dão o tom para este festival que toma os espaços públicos de Ortigueiras, na Província de La Coruña. Para os shows grandes, há um palco principal, à beira-mar; as tradicionais gaitas galegas apresentam-se aos fins de tarde num páteo; mas músicos surgem espontaneamente por todo lado.
Quando: 14 a 17 de julho

9. International Jazz Festival – Heineken Jazzaldia, San Sebástian
Aos 51 anos de idade, o Internacional Jazz Festival toma San Sebástian inteira durante estes seis dias de julho. São 17 palcos espalhados pela cidade, sendo que os shows principais – Quarteto Elis Marsalis, o ganhador do Grammy Jack DeJohnette com Ravi Coltrane e Matt Garrison, José James e Diana Krall — acontecem na Plaza de la Trinidad, no coração do centro medieval. Até Gloria Gaynor estará por lá, e de graça. Esta é outra coisa: este é um dos festivais mais democráticos do gênero no mundo. Há muitos shows inteiramente gratuitos e outros muitos a preços simbólicos de 5 euros.
Quando: 20 a 25 de julho

10. Primavera Sound, Barcelona
Perdeu o deste ano? Pois já dá para se programar para o de 2017. O cenário é um imenso parque industrial, uma espécie de Blade Runner à beira-mar que atrai uma multidão de 175 mil pessoas, quase a metade gente de outras partes da Europa que colocaram o festival como ponto de peregrinação obrigatória anual. O Primavera é conhecido por gerar shows icônicos, como o de Patti Smith, na edição de 2015, reproduzindo no palco o álbum Horses, de 1975, inteirinho, faixa a faixa. Este ano, quem esteve lá, no começo de junho, presenciou as voltas de Radiohead e LCD Soundsystem, depois de hiatos de anos. E também PJ Harvey, Tame Impala, Sigur Rós, The Last Shadow Puppets, Brian Wilson, Suede… Foram mais de 150 nomes na edição 2016 deste festival que, além de tudo, é famoso por ter comida e bebida bem decente. Afinal, é Barcelona. Coloca na agenda para o ano que vem!
Quando: 31 de maio a 4 de junho de 2017

togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_PRIMAVERA_sounds
Foto: divulgação
togo_blogs_viajante_hiper_festivais_espanha_PRIMAVERA_sounds
Foto: divulgação

 


E aí, bora pra Espanha curtir esses festivais? Com a To Go Travel você encontra os melhores preços de voos e hotéis para estas cidades:

Voos e hotéis para Barcelona
Voos e hotéis para Madri
Voos e hotéis para Valencia

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.