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1 de maio de 2017

Estações de esqui para quem não esquia

O que fazer quando parte da família esquia e a outra não? Afinal, estação de esqui pode ser legal para não esquiar? Saiba o que fazer fora da montanha

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Com a temporada de esqui no Hemisfério Sul chegando, sempre vem aquela dúvida: vale à pena viajar para uma estação de esqui se a pessoa não esquia? Em primeiro lugar, nunca é tarde para esquiar pela primeira vez (claro, que há alguns segredinhos que marinheiros de primeira viagem têm de saber. Mas, vamos supor a intenção de esquiar seja apenas de parte da família, qual será o grau de tédio da parte que não sobe a montanha? Depende muito do lugar, mas sempre há uma porção de atividades para os que não se arriscam nas pistas geladas. Aí vão algumas:

Caminhar na neve de snowshoe. Também conhecidas como raquetes de neve, são equipamentos que permitem que se ande na neve sem escorregar ou afundar. Com a ajuda de bastões dá para fazer belas caminhadas sem risco de se esborrachar.
Onde é melhor: Termas de Chillán, Cerro Castor (Ushuaia), Chapelco (San Martin de los Andes).

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Subir a montanha de teleférico para ver a vista. Em muitas estações (nem todas, no entanto) há gôndolas para subir a montanha até geralmente o primeiro patamar, sem estar de bota de esqui ou snowboard no pé. Vale subir para ver a vista, tomar uma cerveja ou um chocolate quente.
Onde é melhor: Termas de Chillán, Cerro Catedral (Bariloche) e Valle Nevado (Chile).

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Passear pela cidade. Nem todos centros de esqui ficam ao lado de cidades. E mesmo nos que são próximos, há sempre a opção de se hospedar na montanha e não na cidade. Se alguém do grupo não esquia, prefira as estações próximas às cidade e fique no centro.
Onde é melhor: San Martin de los Andes (Chapelco), Bariloche (Cerro Catedral) e Ushuaia (Cerro Castor).

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Fazer compras. Mesmo nos resorts há lojas. Mas obviamente que cidades são muito melhores para fazer comprinhas.
Onde é melhor: Especialmente Bariloche.

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Ficar de molho em piscinas aquecidas e hot tubs. Os hotéis mais bacanas dos resorts de esqui ou cidades ao lado das montanhas têm deliciosas piscinas aquecidas ao ar livre e hot tubs. Para ficar de molho mesmo embaixo de neve.
Onde é melhor: Em todas, mas a piscina de Portillo é especial.

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Ou em uma piscina de águas termais. Este é o lado bom dos vulcões chilenos. Em Chillán, as piscinas do Gran Hotel de Termas de Chillán, abastecidas de águas sulfurosas, são imbatíveis. O spa também tem tratamentos a base de lama vulcânica. Já em Pucón, vale rodar uma hora e meia de carro até a base do vulcão Villarica e se jogar nas piscinas do complexo termal Termas Geometricas.

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Aproveitar o spa do hotel. Mesmo caso das piscinas e hot tubs: os hotéis mais bacanas costumam ter spas muito legais, afinal, massagens caem perfeitamente bem após um dia de esqui (ou não).

Andar de trenó puxado por cães. Daqueles tradicionais, com huskies siberianos fofos, para alegria das crianças.
Onde é melhor: Termas de Chillán, Cerro Castor (Ushuaia) e Cerro Catedral (Bariloche).

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Pilotar uma moto de neve. Parece fácil, mas exige uma certa habilidade. Quem não tem pode ir de carona.
Onde é melhor: Termas de Chillán, Cerro Castor (Ushuaia), Valle Nevado e Cerro Catedral (Bariloche).

Tentar a sorte no cassino. No Hemisfério Sul não há nenhuma estação que junte esqui com inúmeros cassinos, como é o caso de Lake Tahoe, nos Estados Unidos. No entanto, há alguns lugares de jogos. Em Pucón, no Chile, a boa é a filial do casinos Enjoy; em Las Leñas, na Argentina, a única opção é o cassino no hotel Piscis; e em Bariloche, o Casino de Bariloche. Já em Chillán há um grande cassino em construção, prometido para 2018.

Tomar muito chocolate quente. É a bebida oficial das estações de esqui no mundo inteiro e não poderia ser diferente na América do Sul. E, sim, pode vir com conhaque ou whisky.
Onde é melhor: em todas.

Ver pinguins. Há apenas um lugar em que esquiar e ver pinguins é possível: Cerro Castor, o centro de esqui próximo a Ushuaia, em plena Terra do Fogo.

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Beber no aprés ski mesmo sem a parte do ski. Aprés ski é como se chama a happy hour do esquiador. E por mais que todas as montanhas tenham restaurantes e bares no alto, totalmente inacessíveis para quem não esquia, os endereços mais famosos para o aprés ski ficam em geral nas bases.
Onde é melhor: em todas.

Comer maravilhosamente. Se tem outra coisa unânime em centros de esqui é que se come muito bem. Obviamente que as cidades têm muito mais opções que os lugares que são somente resorts nas montanhas. Mas, ainda assim, a qualidade da comida na Argentina e Chile são excepcionais.

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Ir para a balada sem se preocupar com o day after. Em geral, todas as estações de esqui têm ao menos uma baladinha noturna. Mas algumas são mais animadas que outras. E, para quem não tem que acordar cedo para esquiar no dia seguinte, este é um ponto importante.
Onde é melhor: Em regra geral, os argentinos são mais animados que os chilenos. Mesmo a pequena Las Leñas surpreende neste quesito. Bariloche, então, é das mais animadas e Ushuaia tem um pub irlandês de responsa.

Confira mais dicas sobre Bariloche em nossos Guias de Viagem.

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A maioria das estações da América do Sul contam com lojas de aluguel não apenas de equipamento como também de roupas de esqui. Vale muito à pena para quem não pretende esquiar com muita frequência ou quer apenas ver se gosta.

Passagens aéras para Bariloche, Santiago e Ushuaia

Hotéis em Bariloche, Santiago e Ushuaia

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.