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3 de abril de 2017

Os melhores cafés de Buenos Aires

Da medialuna ao sanduíche de miga, para um brunch ou chá das cinco: os melhores cafés de Buenos Aires

Os melhores cafés de Buenos Aires
Um dos cafés de Buenos Aires: ares europeus. Shutterstock/T photography

Buenos Aires é a Europa mais perto de casa. E não há lugar para se sentir mais longe das Américas que os incríveis cafés de Buenos Aires, onde as medialunas são tão boas quanto os croissants parisienses e ainda é possível encontrar pessoas lendo jornais daqueles de papel, lembra? Tem ainda o cheirinho do chocolate quente com churros fresquinhos, deliciosos sanduíches de pão de miga e até shows de tango. Difícil é escolher um deles. Abaixo, uma ajuda.

Café Tortoni, o tradicional

Se for para escolher apenas um café portenho para visitar, este resume bem o espírito da coisa. É o mais antigo da cidade, de 1858. Fundado por um francês chamado Touan, depois passou por outros donos franceses, sempre frequentado por músicos, artistas, escritores. Carlos Gardel, Luigi Pirandello, Federico García Lorca já sentaram nestas mesinhas de madeira com tampo de mármore. Hoje, quem domina a área são os turistas, tanto que o Tortoni resolveu colocar no cardápio até shows de tango, performados num palco no fundo do café.

O Café Tortoni é turístico, sim, mas não importa. Tomar o típico desayuno portenho, o café da manhã tradicional, neste salão ao melhor estilo Belle Époque parisiense, vale. O chocolate caliente (dá para escolher entre fraco, médio e forte) com churros e dulce de leche é um dos melhores da cidade. Bom lugar também para almoçar ou apenas beliscar – há tábuas de queijos e cidra “on tap”. Mais europeu impossível.

Café Tortoni, em Buenos Aires: entre os melhores e mais tradicionais
Café Tortoni, em Buenos Aires: carlos Gardel já se sentou numa destas mesas. Shutterstock/Sergio Schnitzler
Café Tortoni, em Buenos Aires: entre os melhores e mais tradicionais
O show de tango do Café Tortoni acontece neste palco. www.instagram.com/agustina.frias

Las Violetas, para o chá da tarde

O Las Violetas é um Café Tortoni para quem não está disposto a ver turistas. A lendária cafeteria e confeitaria consegue ser tão ou mais bela que o Tortoni, com seus imensos vitrais, lustres dourados e mármore italiano. E quase tão antiga quanto – foi fundada em 1884 e mudou para o lugar atual em 1920.

Tire os turistas da Tortoni e substitua por senhorinhas elegantes fofocando com as amigas. O Las Violetas é assim, tradicional como o chá das cinco londrino. E nada mais natural que aqui o chá da tarde seja a grande pedida. Com a diferença que o chá completo aqui se chama merienda e alimenta umas quatro pessoas tranquilamente. A bandeja não é de três andares, mas vem rechada de medialunas, sanduiches de pão de miga, bolos e docinhos variados.

Las Violetas, em Buenos Aires: o melhor café para o chá das cinco
Las Violetas: ótimo lugar para o chá das cinco em Buenos Aires. www.instagram.com/ondasbuenas

Outra coisa legal: dá pera chegar lá pela linha A do metrô, que é a mais antiga da América do Sul e ainda roda com trens da época. Fica na Avenida Rivadavia, 3899, esquina com a Medrano.

Las Violetas, um dos melhores cafés de Buenos Aires
Quitutes apetitosos do Las Violetas, um dos melhores cafés de Buenos Aires. www.instagram.com/evecaparros

Malvón, para um brunch perfeito

Saindo da linha tradicional e passando por uma mania mais recente em Buenos Aires: os brunchs. E neste quesito não há lugar melhor que o Malvón, um café moderno/vintage numa linda casa de 1930  no moderninho bairro de Villa Crespo. O pátio da casa, em estilo rústico chique combina bem com os pães artesanais que saem do forno.

Malvón, em Villa Crespo: melhor brunch de Buenos Aires
O pátio do moderninho Malvón, em Villa Crespo: entre os ótimos brunchs de Buenos Aires. www.instagram.com/malvonba

 

Malvón é perfeito para o brunch, refeição que os notívagos portenhos assimilaram muito bem. Mas aqui as medialunas caem em importância frente aos muffins, scones ou bagels. E, ao invés de chocolate quente, as pessoas já entram nos drinques – que podem vir, aliás, em jarras.

Malvón, em Villa Crespo: melhor café para um brunch de Buenos Aires
E quem resiste aos pães e bolos artesanais do Malvón? www.instagram.com/malvonba

Le Blé, a rede nada ordinária

Mesmo quem tem um certo preconceito em relação a cafés de rede acaba se rendendo ao charme – e aos pães incríveis – do Le Blé, hoje com 16 unidades nos bons bairros de Buenos Aires. O forte aqui também são os brunchs e as meriendas, mas há também saladas, hambúrgueres e tábuas de frios. Para acompanhar: cervejas artesanais da casa. Você vai certamente topar com algum deles em sua próxima viagem.

Le Blé, em Buenos Aires: um dos melhores cafés
Le Blé: 16 unidades nos bons bairros de Buenos Aires mas com jeitão único. Imagem: divulgação.
Le Blé, em Buenos Aires: um dos melhores cafés
O crepe do Le Blé: sucesso em Buenos Aires. Imagem: divulgação.

Nucha, para quem ama bolo

A paixão de Regina Vaena, a Nucha, por fazer bolos virou um negócio que começou numa garagem de sua casa. A primeira cafeteria de fato foi aberta em 2001, na esquina da O’Higgings e Zabala, em Belgrano. Hoje são 11 endereços, inclusive dentro da Galerías Pacífico. Há vários combinados para café da manhã e os bolos (em castelhano “tortas”, isso provoca uma certa confusão) da Nucha – os de mousse são deliciosos, por sinal.

Nucha, em Buenos Aires: os melhores bolos da cidade
O Nucha hoje tem 11 endereços espalhados por Buenos Aires. www.instagram.com/nuchareposteria
to-Nucha, em Buenos Aires: os melhores bolos da cidade
Dizem que os melhores bolos de Buenos Aires estão na Nucha. Duvida? www.instagram.com/nuchareposteria

La Biela, para people watching

Outro café histórico portenho, desta vez localizado na Recoleta, bem perto do cemitério. Rival do Café Tortoni, era também frequentado por intelectuais como Borges, Julio Cortázar e Ernesto Sábato. Nas paredes, fotos antigas de carros. Mas o melhor é sentar-se nas mesinhas da área externa e ficar observando os tipos que circulam pela Recoleta.

La Biela: o tradicional café da Recoleta, em Buenos Aires.
La Biela: o tradicional café da Recoleta. www.instagram.com/caiaophotography
La Biela: o tradicional café da Recoleta, em Buenos Aires
O interior do La Biela, na Recoleta: fotos antigas nas paredes. www.instagram.com/pavocats

Confira mais dicas sobre Buenos Aires em nossos Guias de Viagem.

dica to go travel

Em Buenos Aires dar gorjeta (propina, em espanhol) não é obrigatório, mas esperado e muita falta de educação não deixar. O que gera confusão é que a conta já vem à mesa acrescida de um “cubierto”, literalmente em espanhol, “talheres”. É uma espécie de taxa de serviço (e não um couvert como seria no Brasil), mas não tem nada a ver com a gorjeta do garçom. Normalmente se deixa mais cerca de 10% (pode arredondar), pagos em dinheiro.

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Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.