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3 de fevereiro de 2016

Miami muito além de South Beach

7 razões que vão levá-lo a Wynwood em sua próxima viagem à capital da Flórida

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Foto: iStock/Lorraine Boogich

Se sua imagem de Miami é a icônica Ocean Drive e seus predinhos art déco, você (ainda) está certo. Mas a novidade é que o povo criativo, artístico e cheio das ideias novas está migrando para o oeste. Dê uma olhada no mapa. Observe a via expressa que conecta Miami Beach ao aeroporto. Ao norte dela está o Miami Design District, para onde você também deve ir – mas vou deixar este assunto para um próximo post. Ao sul, Wynwood. E é para lá que vamos agora. Veja por quê.

1. Wynwood é hoje o coração artístico de Miami
O que há de melhor na cidade em arte contemporânea está aqui. São mais de 70 galerias, além de coleções importantíssimas abrigadas em antigos galpões, como a Rubell Family Collection e a Margulies Collection. Sem mencionar os ateliês e complexos, como o Bakehouse Art Complex, antiga fábrica de pão que abriga artistas.

2. Mas a arte não se limita a espaços fechados
Em 2009, o investidor e entusiasta do bairro Tony Goldman teve a ideia de chamar artistas para pintar as fachadas cegas dos galpões. Hoje, o Wynwood Walls é uma espécie de parque com obras de 50 artistas de 16 nacionalidades.

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Foto: iStock/Lorraine Boogich

O Brasil está bem representado com o mural de Os Gemeos, em parceria com Nina e Finok:

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Foto: iStock/brians101

E, na última Art Basel Miami, em dezembro passado, o bairro ganhou mais colorido brazuca. O paulistano Kobra, que já tinha outros murais ali, voltou para pintar o Mestre Yoda, de Star Wars:

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Foto: iStock/Lorraine Boogich

3. A transformação do bairro está em andamento
Wynwood é uma obra de arte ainda em processo e que extrapola os limites de Wynwood Walls e se espalha por todo lado. A cada ano – especialmente durante a Art Basel – as paredes ficam mais e mais coloridas.

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Foto: iStock/Lorraine Boogich

Às vezes os muros até provocam uma certa ilusão de ótica.

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Foto: Flickr/Kent Wang

E nos trazem a nítida sensação de que num futuro próximo não vai sobrar fachada sem grafite.

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Foto: iStock/Lorraine Boogich

Noutros momentos, entretanto, ainda se tem a impressão de andar no perigoso reduto de imigrantes porto-riquenhos que Wynwood foi na década de 1980.

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Foto: iStock/Lorraine Boogich

4. É o melhor lugar para beber de graça na cidade
Todo segundo sábado de cada mês, é dia certo para as Art Walks no bairro. A saber: é uma espécie de pub crawl, mas a galera anda de vernissage em vernissage. Não dá para esperar vinho de primeira, mas é só chegar, fazer cara de conteúdo, tomar uma tacinha, dar uma olhada e seguir para a próxima. Neste site você encontra uma lista das galerias participantes. Em geral, o programa vai das 19hs às 22hs.

5. Ou quase de graça

Também na época da última Art Basel, Wynwood recebeu a grande novidade da temporada: o Beaker & Gray, bar-restaurante todo modernoso instalado num galpão que já deu lugar a uma fábrica de gelo. Durante a happy hour (de segunda a sexta, das 17h às 19h) ou fim de noite (segunda à quinta, das 12h às 2h), os drinques custam uma pechincha para padrões locais: 5 dólares.

 

6. Come-se bem (e de tudo) por aqui
A novidade mais recente é o peruano pouco ortodoxo GK Bistronomie. Mas os já clássicos do bairro são muito bem cotados. Para comida chinesa de primeira, vá ao Blackbrick – o brunch aos domingos é superconcorrido. Para pratos italianos clássicos e ótimas pizzas, há o veterano do bairro Joey’s, onde Beyoncé e Jay Z já deram as caras. Rume ao Jimmy’z Kitchen para sabores mais caribenhos. Até padaria (quase tradicional) judaica há no bairro. Trata-se da Zak the Baker, sempre nas listas das melhores de Miami. Este vídeo mostra a rotina da padaria/café:

A Closer Look at Zak the Baker from Voice Media Group on Vimeo.

7. Os caras facilitaram nossa vida

O bairro é grande, com quarteirões extensos, mas fica fácil se achar. Basta baixar o mapa aqui ou, para os que tenham smartphones com sistema iOS, o app aqui. Outro app também para iOS, o Wynwood Tour, traz um mapa de todos os grafites do bairro. Baixe aqui.

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.