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23 de junho de 2017

Mongólia: 19 razões para correr para lá

Às vésperas do Festival Naadam, a Mongólia está ainda mais surpreendente. 19 razões que provam que agora é hora de começar a planejar sua viagem para lá

1. O Naadam continua o mesmo desde a época de Gêngis Khan. A versão nem tão moderna dos antigos festivais militares mongóis acontece este ano entre 10 e 12 de julho. Chegam à capital Ulaanbaatar multidões para acompanhar os três grandes esportes nacionais: luta, arco-e-flecha e corridas de cavalos. Tal qual o costume na época de Gêngis Khan.

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O Festival Naaam é um espetáculo que você precisa conhecer. Shutterstock_loca4motion

2. Há pequenas versões do Naadam no país inteiro, mas o de Ulaanbaatar reúne praticamente metade da população da Mongólia. Literalmente. Na capital, o festival agrega cerca de um milhão e meio de pessoas. A maioria vestida com os trajes típicos do país que são um espetáculo à parte.

3. E a Mongólia é um dos países menos populosos do mundo. Em território, é maior que a França, Espanha e a Alemanha juntas, mas sua população é de apenas 3 milhões de habitantes, menos gente que no Uruguai. Coisa rara, especialmente na Ásia.


4. Apesar de a Mongólia estar se modernizando muito rapidamente nos últimos anos, ainda é um lugar que não deixa de lado história ou tradições. Um exemplo: Gêngis Khan continua sendo o grande herói nacional, mesmo com seu nome removido dos livros de história durante as décadas de União Soviética. Hoje, o conquistador empresta o nome a tudo, de vodca a aeroporto, e reina em formato de estátuas gigantes.

5. Gêngis Khan é realmente um fenômeno histórico. Em seus 65 anos de vida (1162-1227) unificou o Império Mongol e iniciou uma expansão que resultou no maior império da história, da China até o leste europeu, parando na Hungria. Maior, apenas o Império Britânico, cujo território não era contínuo. Estima-se que para isso o exército mongol tenha deixado um rastro de 40 milhões de mortos e estuprado tantas mulheres ao ponto de espalhar sua carga genética pela Ásia e Europa inteiras.

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Estátua de Gêngis Khan em Ulaanbaatar. Shutterstock_Strelyuk

6. Até hoje um terço da população é nômade. E vive em gers, as tradicionais tendas circulares, onde os visitantes são recebidos com um sorriso no rosto e uma cumbuca de leite de égua.

7. Dá para organizar tours em que se fica hospedado em gers de famílias. Uma super oportunidade para conhecer mais a cultura nômade mongol.

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As tradicionais tendas do povo Mongol. Shutterstock_Christian Kornacker

8. Os hotéis também são muito interessantes. Na capital Ulaanbaatar o estilo de hospedagem não foge muito ao que estamos acostumados por aí (tirando o fato de que muitos ainda são aqueles horrendos prediões soviéticos), mas no campo a maioria funciona em gers. Nos quartos-tendas, os móveis típicos de madeira esculpida e com pinturas coloridas são incríveis.

9. Os mongóis amam seus cavalos. E algo muito legal para fazer no país é sair em expedições a cavalo. Há bons lugares para isso na Mongólia inteira, com destaque para o Terelj National Park, no norte.

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Shutterstock_Rawpixel.com

10. Pode-se ver até cavalos selvagens. Basta seguir para o Khustain National Park, mais ao centro.

11. A paisagem na Mongólia é muito diversa. Há taiga siberiana e florestas no norte; as montanhas de Altai, no oeste, já quase na fronteira do Cazaquistão; e o imenso deserto do Gobi ao sul.

12. O Gobi é um dos desertos de paisagens mais exuberantes do mundo. Há regiões com as clássicas dunas, mas também outras que mantém rochas de gelo eterno, mesmo durante o verão, em que as temperaturas chegam aos 30 graus positivos.

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Shutterstock_Galyna Andrushko

13. É justamente por isso que a boa época para visitar a Mongólia é o verão. No inverno, chega a fazer 30 graus negativos no deserto do Gobi. A maioria dos hotéis nem funciona.

14. Quem esteve em Ulaanbaatar há mais de dez anos não reconhece. Recentemente, a cidade ganhou arranha-céus envidraçados e está cada dia mais cosmopolita.

15. Aliás, há praticamente um pub irlandês em cada esquina. Estranho? Parece que para os mongóis bar só é bom se for ao estilo irlandês.

16. E a modernização de Ulaanbaatar segue ao ritmo das conquistas de Gêngis Khan. A peça central é o recém inaugurado Shangri-la, complexo que envolve um novo hotel de 290 quartos da rede, um cinema IMAX e um Hard Rock Cafe. Sim, na Mongólia. Há vários novos shoppings também.

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Luzes, prédios espelhados uma atmosfera tomam conta da capital. Shutterstock_saiko3p

17. O que só traz um senso de urgência. É preciso ir hoje antes que a Mongólia fique ocidentalizada demais.

18. E vem aí um novo e gigantesco aeroporto. Próximo a Ulaanbaatar, ele será inaugurado até o final de 2017. Aliás, isso tudo colocou a Mongólia nos Top 10 países a se visitar em 2017, segundo o ranking da Lonely Planet.

19. Ainda dá para chegar ali pela lendária ferrovia Transiberiana. Não tem desculpa.

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Shutterstock_Baiterek Media

dica to go travel

A Mongólia é muito grande. Se você não tem um mês de viagem para explorar tudo, melhor escolher alguns pedaços. Mas, conselho: não deixe o Gobi de fora do roteiro.

Passagens aéreas para UlaanBaatar

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.