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13 de julho de 2016

O lado menos turístico do Muro de Berlim

Uma coisa que as pessoas não costumam pensar antes de chegar a Berlim: quando a cidade estava dividida, a parte ilhada era a Ocidental e não a Oriental. Afinal o muro de 140 quilômetros formava, vamos dizer, o cercadinho de liberdade encravado no meio da DDR, a Alemanha Oriental. Algumas outras coisas que você vai descobrir ao chegar aqui:

Em primeiro lugar, quer saber por onde ele passa? Olhe para o chão. Em muitas partes da cidade há uma linha marcando seu trajeto.

Foto: iStock_AndreasWeber
Foto: iStock_AndreasWeber

Com o passar dos anos, o “Muro de Proteção Anti Fascistas”, como era conhecido pela DDR, foi sendo alargado, vamos dizer assim. Era uma barreira dupla recheada de policiais e cães, a fim de evitar fugas.

Depois da abertura, em 1989, esta terra de ninguém entre muros foi sendo ocupada. É o caso do lugar onde foi erguido o Memorial Judaico, próximo ao Portão de Brandemburgo.

Foto: iStock_villorejo
Foto: iStock_villorejo

Checkpoint Charlie é o trecho mais turístico do muro. Muito interessante, claro, mas está longe de ser a melhor parte.

Foto: iStock_narvikk
Foto: iStock_narvikk

O melhor pedaço está no bairro de Prenzlauerberg, vizinho ao Mitte, onde o muro corria por Bernauer Strasse. Foi ali que aconteceram as mais extraordinárias histórias de fugas. Há uma parte original de muro, um memorial (abaixo) e uma exibição contando toda a história.

Foto: iStock_eddygaleotti
Foto: iStock_eddygaleotti

Seguindo esta parte do muro rumo ao norte, chega-se ao Mauer Park, o “parque do muro”, também uma destas zonas mortas entre muros. Vá aos domingos, dia de Mercado de Pulgas e Karaokê neste que é hoje um dos parques mais alto astrais da cidade.

Foto: Eldad Carin
Foto: Eldad Carin

Outra porção obrigatória é a Eastside Gallery, com seus 1300 metros grafitados, um memorial à liberdade.

Foto: iStock_blujayphoto
Foto: iStock_blujayphoto

Quer ver a vida na Alemanha Oriental sem ir a um museu? A dica é a loja VEB Orange (Odeberger Strasse, 29), em Prenzlauerberg. Trata-se da coleção que o simpático Mario Schubert, nascido na DDR, começou há 12 anos. É uma loja, mas nem tudo está à venda. Há zilhões de objetos cotidianos obsessivamente agrupados por usos e cores. Uma viagem.

Foto: Cindy Wilk
Foto: Cindy Wilk

Para para entender mais sobre o muro vale a pena fazer um tour de bike. O Bike tour the Wall do Fat Tire começa 10h30 e o ponto de encontro é embaixo da Torre de TV da Alexanderplatz. Depois o grupo segue para East Side Gallery e continua para os lados de Treptower Park. A dica é fazer isso nos primeiros dias, tanto para se familiarizar com a cidade quanto para perder o medo de andar por lá de bike. Aliás, a melhor forma de conhecer a cidade é no pedal. Mas isso vou deixar para outro post.

Foto: iStock_zodelaba
Foto: iStock_zodelaba

dica to go travel

Por incrível que pareça, muitos lugares em Berlim não aceitam cartões de crédito. Trazer cash é sempre uma boa.

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Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.