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23 de novembro de 2016

Conheça o mais novo museu de Washington DC

O recém inaugurado National Museum of African American History and Culture é mais uma boa atração na capital dos EUA

Foto: Instagram_@nmaahc
Foto: Instagram_@nmaahc

O National Mall de Washington, aquela verdadeira epifania de museus bacanas que ocupa a área central da capital norte-americana, acaba de ganhar sua mais nova e esperada aquisição: o maior museu dedicado à história e cultura negra dos Estados Unidos.

O prédio de mais de 37 mil metros quadrados, obra do arquiteto tanzaniano radicado em Londres David Adjaye, tem três andares, formas que fazem alusão à coroa da nação iorubá e é inteiramente revestido de placas de alumínio cor de bronze e grafismos. E fica praticamente colado ao Washington Monument, o obelisco-cartão postal da cidade.

Foto: istock-brianplrwin
Foto: istock-brianplrwin

Em seu interior, estão em exposição 3.500 do total de 40 mil objetos do acervo do museu, a maioria doada por pessoas comuns, que decidiram tirar do armário verdadeiras preciosidades que contam a história deste passado triste da história norte-americana. Os organizadores, no entanto, resolveram enfatizar as mensagens positivas ao invés de levar para o lado depressivo da coisa, que seria o caminho mais fácil.

Foto: Instagram_@nmaahc
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Entre os objetos, o pote de tinta com a qual Lincoln escreveu parte da Proclamação da Emancipação, em que declarava, em 1862, a abolição da escravatura nos estados confederados, ainda em Guerra Civil. Mas também muitos objetos cotidianos dos escravos e coisas que pertenceram aos líderes do movimento abolicionista, como também gorros da Ku Klux Klan.

Foto: Instagram_@nmaahc
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O museu é dividido cronologicamente nos primeiros pisos: da escravidão a emancipação no primeiro andar; da segregação a hoje em dia, no segundo. O terceiro e o quarto andar são dedicados a cultura afro-americana. E mesmo que na parte histórica um brasileiro fique meio perdido, estes pisos são totalmente universais.

Foto: Instagram_@nmaahc
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Do nascimento do hip hop no Bronx às galerias dedicadas aos esportistas norte americanos negros, há muito o que ver. Exemplos? As luvas de boxe Muhammad Ali, roupas que Jimi Hendrix usou em shows e até o trompete de Louis Armstrong.

Foto: Instagram_@nmaahc
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Dos andares superiores a vista para o Washington Monument e para o National Mall são bem bacanas.

Foto: Instagram_@nmaahc
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Enfim, valeu esperar os 13 anos que o museu levou para ficar pronto – sim, foi orgulhosamente inaugurado por Obama, há um mês, mas a construção foi aprovada ainda na gestão Bush. Aliás, bem que o Brasil poderia se inspirar no exemplo norte-americano.

Em tempo: como outros centros culturais pertencentes ao Smithsonian Institute – este é o 11º museu da Instituição apenas no National Mall (são 17 no total) – não se cobra ingresso. Mas, como as reservas via web já se esgotaram para até março do ano que vem, é preciso retirar seu ingresso no mesmo dia, à partir das 9h15 e fica-se sujeito à disponibilidade. Veja as instruções neste link.

dica to go travel

Quando for a Washington, prepare-se para passar alguns dias enfurnado em museus. Não há como resistir ao cardápio dos Smithsonian. Do sensacional National Air and Space Museum à National Portrait Gallery, há cultura para todos. E de graça.

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Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.