Home > Viajante Hiperconectad@ > Onde ficar pelado em grandes cidades
4 de setembro de 2017

Onde ficar pelado em grandes cidades

Paris acaba de inaugurar uma ala nudista no Bois de Vincennes. Conheça aqui outras metrópoles do mundo que já têm áreas para adeptos do naturismo

Por enquanto é em caráter experimental e por tempo limitado, mas uma parte do parque Bois de Vincennes, no leste de Paris, reservou uma área para naturistas ou nudistas, onde andar vestido é totalmente opcional. As únicas coisas proibidas são atos de exibicionismo e voyeurismo. A experiência vai até o dia 15 de outubro.

É muito moderno, mas não pioneiro. Mesmo em Paris, há anos a piscina pública Roger le Gall, próxima ao parque, reserva as noites de segunda, quarta e sexta, das 21hs às 23hs, para os adeptos do naturismo que quiserem nadar sem roupa.

Conheça outras áreas reservadas para naturistas nas grandes cidades do mundo:

Englischer Garten, em Munique (Alemanha)
Que a Alemanha sempre foi muito liberal com a questão de exibir o corpo é fato. Então não surpreende que o imenso parque urbano da capital bávara seja um ponto de encontro para os adeptos dos banhos de sol ao natural desde a década de 1960. Mais especificamente uma área do parque conhecida como Schönfeldwiese, que fica relativamente próxima a outra grande curiosidade do parque: o canal onde se pratica surf em águas de degelo. Ainda há outra meia dúzia de “zonas nudistas urbanas” na cidade.

naturismo-to-go-blogs-viajante-hiper
Imagem: Visit Muechen

Mar Bella, em Barcelona (Espanha)
Uma das praias que surgiu da reurbanização da área portuária da cidade para as Olímpiadas de 1992, Mar Bella tem pouco mais de 500 metros e uma pequena área reservada para nudistas. Tudo a ver com o espírito libertário do lugar.

naturismo-to-go-blogs-viajante-hiper
Imagem: Visit Barcelona

Hanlan’s Point, em Toronto (Canadá)
As Toronto Islands são ilhotas acessíveis de balsa a partir de Harbourfront, no centro de Toronto. A mais famosa praia do lado de lá é Hanlan’s Point que, oficialmente “clothing optional”, ou seja, nudismo permitido. A história do lugar é bem curiosa. Esta praia sempre foi um tradicional reduto naturista, mas a nudez por ali foi proibida 1930. Somente em 1999 a nudez voltou a ser oficialmente permitida por ali.

Wreck Beach, em Vancouver (Canadá)
No outro extremo do país, Wreck Beach é conhecida como a praia nudista mais longa da América do Norte. São quase 8 quilômetros de areias emolduradas por uma mata super preservada, já que a praia fica em área de reserva natural. O mais incrível é que o centrão da cidade está a apenas 12 quilômetros dali.

naturismo-to-go-blogs-viajante-hiper
Imagem: wreckbeach.org

As praias de San Francisco, na Califórnia (EUA)
E, para os adeptos do nudismo, sempre há San Francisco. São nada menos que 8 praias nudistas no centro e arredores da cidade. Sem mesmo cruzar a Golden Gate e a no máximo 25 minutos de carro da Union Square, chega-se a três delas: A Marshall é mais gay, a North Baker, mais riponga, e a Land’s End, mais sossegada e flexível (há mais gente vestida que nua).

naturismo-to-go-blogs-viajante-hiper
Imagem: Wikimedia_Creative Commons

Enquanto isso no Brasil…

No Brasil há 8 praias de nudismo oficiais, mas apenas duas delas ficam dentro de grandes cidades: a Praia do Abricó, ao lado da Prainha, no Rio de Janeiro; e Galheta, ao lado da Praia Mole, em Florianópolis. Na segunda, a nudez é opcional.

Confira mais dicas sobre a Califórnia, Paris, Munique, Rio de Janeiro e Florianópolis em nossos Guias de Viagem.

dica to go travel

Cada praia de nudismo tem as suas próprias regras – em algumas, só se entra sem roupa, outras são mais flexíveis. Outras, ainda, são mais rigorosas com homens desacompanhados. Antes de ir, procure se informar sobre as normas do lugar.

Passagens aéreas para Paris, Munique, Barcelona, São Francisco, Rio de Janeiro e Florianópolis

Hotéis em Paris, Munique, Barcelona, São Francisco, Rio de Janeiro e Florianópolis

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.