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8 de março de 2017

Nova regra de bagagens: dicas para viajar leve

Com o fim da franquia obrigatória de bagagem em voos nacionais e internacionais ficou ainda mais importante viajar leve. Algumas dicas

Atualizado em 19 de maio de 2017: a LATAM Airlines é a primeira companhia a diminuir a franquia de bagagens para voos internacionais. 

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Shutterstock/Twinsterphoto

Quem já viajou em companhias low cost asiáticas ou europeias sabe bem a importância de levar na mala apenas o necessário. Na Tailândia, por exemplo, um voo de Bangkok a Krabi pode custar míseros 25 dólares. Se quiser despachar a bagagem, prepare-se para pagar mais cerca de 20 dólares. Ou seja, sua mala custa praticamente o mesmo que você para voar.

Agora que a ANAC aprovou o fim da franquia de bagagem para voos nacionais e internacionais (em vigor para passagens compradas a partir de 14 de março de 2017), viajar com apenas uma mala de mão deve representar uma grande economia também no Brasil. Mas é possível ir de carry on? É. Exige um certo desprendimento, mas totalmente contornável. E mais: chega a ser libertador deixar a tralha em casa e ficar bem mais livre para conhecer o mundo. A seguir algumas ideias para a hora de fazer a mala.

Vai para a praia? Neste caso, está fácil. Independentemente de quanto tempo você vai ficar, ninguém precisa de mais de 3 roupas de banho, 2 shorts, 7 camisetas, 2 vestidos, um casaquinho leve, um tênis e um par de Havaianas (para viagens mais longas, 2). E umas duas cangas para o caso de uma estar molhada.

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iStock_lechatnoir

Mesmo para viagens mais longas que uma semana, o ideal é sempre pensar na provisão de roupas para 7 dias. Sujou? Manda lavar.

Vai para uma grande cidade? Ter um guarda-roupa mais urbano e descolado é totalmente possível com poucas peças. O segredo é apostar em cores e modelos que conversem entre si. Se uma calça só combina com uma única blusa, sinal de que os dois devem ser deixados em casa.

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Shutterstock/photobyphotoboy

Ao arrumar a mala, faça uma simulação de todas as combinações possíveis entre as peças, tire as menos úteis. Depois, enxugue mais 30%. Só então coloque as roupas na mala.

Eleja as peças de acordo com o peso. Se duas blusas têm a mesma função, coloque a mala a mais leve. Isso vale para tudo.

Se for para um lugar frio, aposte em um bom casaco. O que vai por baixo dele segue a lógica de montar os modelitos para uma semana. E, claro, não esqueça de levar uma segunda pele, cachecol, gorro ou chapéu, luvas e dois pares de meias bem quentinhas. E roupa de banho, sempre. Afinal, que lugar melhor que uma estação de esqui para se jogar numa jacuzzi quentinha?

Sapatos são itens que pesam muito nas malas. Se você não tem um sapato “X em 1” como o da Shooz (escrevi sobre ele aqui), então pense em levar: para cidades, um sapato confortável para bater perna (pode ser uma bota ou sapatilha de acordo com o clima do lugar), um tênis e um para de Havaianas. Para praias, embarque com o tênis e leve apenas as Havaianas e no máximo uma sandália que pese pouco.

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Shutterstock/Natee Meepian

A menos que você precise muito (viagens a trabalho, por exemplo, ou uma ocasião formal, como um casamento), deixe o salto alto em casa.

Aproveite para levar em viagens aquelas roupas que você já usou tanto na vida que estão na reta final. Fica mais fácil desapegar delas longe de casa e ainda você pode substituir por eventuais comprinhas.

Você já reparou no peso da sua nécessaire? Tire tudo de dentro e analise a função de cada item antes de por de volta. Transfira os líquidos – xampu e condicionador, por exemplo – para embalagens menores que 100 ml. Não esqueça de tirar objetos proibidos em malas de mão (pinça e cortador de unha pode, lâmina de barbear, não).

Faça o mesmo com suas maquiagens. Leve apenas o necessário.

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Shutterstock/voy ager

Aliás, este raciocínio serve para tudo. Pense: você realmente precisa de secador de cabelos para uma viagem à Indonésia?

Na hora de colocar as coisas na mala ou na mochila, separe em saquinhos as peças de mesma “função”. Shorts e saias vão junto, camisetas e blusinhas, roupas de praia e assim por diante. Fica mais fácil manter a mala organizada.

Papel pesa. Livre-se até das caixinhas de remédio. Digitalize os papéis importantes, como a apólice do seguro. Há bons apps para isso, como o CamScanner. Aliás, vale guardar na nuvem imagens de todos os seus documentos, inclusive os que você está levando, como o passaporte.

Desnecessário dizer que livros pesam, mas leitores de livros digitais como o Kindle são bem leves.

Da mesma forma, pense em deixar seu computador em casa e levar apenas um mini iPad, por exemplo.

Durante a viagem, não acumule papel. Quer guardar um endereço ou contato para o futuro? Fotografe o cartão.

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Shutterstock/Bogdan Sonjachnyj

Por fim, não leve nada que apenas talvez você irá precisar. Tipo guarda-chuva. Choveu? Compre um lá. Aliás, quando estou fazendo a mala, sempre lembro da frase que ouvi de um amigo inglês: “Tudo que você realmente precisa em um lugar, encontra lá”. Exige um certo desprendimento, mas como disse antes, é realmente libertador.

dica to go travel

Ao viajar sem despachar bagagem, há limite não apenas de tamanho mas também de peso para a mala principal: geralmente 7 quilos – e muitas companhias de fato a pesam no portão de embarque, cobrando uma fortuna por quilo adicional. No entanto, é permitido que se leve uma mochila menor ou bolsa que em geral não passa pela balança. Caso esteja no limite, jogue com isso.

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.