Home > Viajante Hiperconectad@ > O melhor da Alemanha de A a Z
20 de julho de 2016

O melhor da Alemanha de A a Z

Arte e arquitetura
Para quem é apaixonado por este tema, a Alemanha é um paraíso. Berlim tem uma cena de arte alternativa imbatível. Leipzig tem a universidade do gênero mais antiga do país, fortíssima na arte figurativa. Colônia tem a maior coleção de pop arte fora dos Estados Unidos no Museu Ludvik. A escola de arte de Dusseldorf , fundada em 1773, também é referência mundial, sem contar que a cidade recentemente ganhou marcos arquitetônicos como as Torres Dançantes, de Frank O. Gahry.

Foto: iStock_BendeBruyn
Foto: iStock_BendeBruyn

Brot
Ou melhor, pão. Quem gosta pode ter certeza que volta com alguns quilinhos a mais. Em geral, os pães aqui são integrais, com grãos e surpreendentemente bons. Praticamente em qualquer lugar.

Currywurst
O petisco berlinense por excelência foi inventado em 1949 por Herta Heuwer, que teve a ideia de misturar a bratwurst, uma salsicha de porco, com catchup e curry conseguido com as tropas americanas no pós Guerra. Abriu um quiosque em Charlottenburg e a mania pegou. Virou o mais amado snack da madrugada.

Foto: iStock_gameover2012
Foto: iStock_gameover2012

Danken
Ou “obrigado” está entre as palavras obrigatórias que você tem de aprender para não ser mal educado sem falar alemão. Não que eles esperem isso dos turistas e, aliás, é bem fácil se virar aqui com inglês. Mas todos abrem um sorriso ao ver que você está tentando.

Embalagens
A consciência ecológica é fortíssima na Alemanha, especialmente em Berlim. Os supermercados não apenas abandonaram as sacolas plásticas como também, em muitos casos, as embalagens dos próprios produtos. No Original Unverpackt, em Berlim, você leva suas próprias embalagens para o que quiser comprar. Em Dusseldorf, na loja da centenária mostarda Löwensenf, pode se também levar o próprio pote.

Fantasmas do passado
Eles existem e são muitos, mas não ficam escondidos nos porões. Os alemães têm uma preocupação imensa em assumir – e expor – o lado negro da história. Não apenas em museus. Berlim e outras cidades tem plaquinhas douradas na frente das casas de vítimas do Holocausto.

Guloseimas
Juntamente com o pão, os doces são definitivamente os grandes perigos da Alemanha de hoje. Apfelstrudel é apenas o mais conhecido, mas ao chegar aqui você começa estabelecer conexões entre o bolo floresta negra e o lugar do sudoeste da Alemanha. Sem falar nos marzipãs, nas balas de goma, tudo exposto em vitrines tentadoras.

Foto: iStock_AHPtoswpg
Foto: iStock_AHPtoswpg

Higiene
Berlim e Colônia não são as cidades mais limpas da Alemanha. Ao andar, no entanto, por Dusseldorf, Hanover e muitas outras dá para perceber uma certa obsessão por limpeza. O que reflete também nos banheiros dos estabelecimentos onde, em geral, se espera uma caixinha entre 20 e 50 centavos de euro, mesmo se você é cliente.

Indianos, vietnamitas, turcos, etc…
Graças a eles você só come carnes ou linguiças com batata todos os dias se quiser. Todas as cidades alemãs com mais de 500 mil habitantes são tão cosmopolitas e internacionais que é mais fácil achar um frango tandoori do que uma salada de batata. Aliás, as mesmas casas turcas que fazem kebabs em Berlim servem também currywurst.

Jägermeister
Está para o alemão como a cachaça para o brasileiro. É composto de 56 ervas e especiarias e carregado no teor alcoólico, de 35%. Não vá até ele. Em algum momento da sua viagem ele vai te encontrar.

Kolsch, helles, pilsen
A cerveja é realmente a bebida nacional por aqui. Muita gente, inclusive, nem a classifica como bebida alcoólica, mas sim como “nutriente”. Cada cidade tem o seu próprio alimento, fermentado de forma tradicional. Os copos também são diferentes. As Kolsch de Colônia vêm em copos fininhos de 200 ml; as Helles de Munique vêm em canecas de litros; já as pilsen de Berlim vêm na garrafa mesmo. Aliás, difícil ver gente andando sem garrafas de cerveja na mão num domingo de sol.

Foto: iStock_demarco-media
Foto: iStock_demarco-media

Liberdade
Em Berlim ninguém vai ligar para o que você usa – ou não – na rua. E até em Munique, que é mais conservadora, há partes do parque Englischer Garten reservadas para nudistas. De verdade, ninguém está nem aí.

Mercados de natal
São uma tradição antiquíssima em todas as cidades alemãs no mês de dezembro inteiro, só fechando às vésperas do Natal. É onde as pessoas vão não só comprar presentes, mas também encontrar os amigos para um vinho quente e comidas típicas.

Foto: iStock_JuergenSack
Dresden. Foto: iStock_JuergenSack

Noite
A batida das noites (que viram dias) em Berlim ainda é o tecno, em todas as suas vertentes. Também em Dusseldorf, que foi inclusive onde surgiu a banda Kraftwerk, precursores do eletrônico. Os clubes alemães são, digamos, wild. E em muitos deles, como o mais famoso de todos, a Berghain, em Berlim, a política de barrar pessoas na porta é comum. Muitas vezes para o seu próprio bem.

Oktoberfest
A grande festa da cerveja em Munique começa no meio de setembro e vai até o primeiro fim de semana de outubro. Mas quem não conseguir ir nesta época não vai se decepcionar nesta cidade que tem 180 biergartens, os “jardins de cerveja”. O maior deles, o Hirschgarten, acomoda 9.500 bebedores de uma só vez.

Foto: iStock_camacho9999
Foto: iStock_camacho9999

Parques
Não faltam nas cidades alemãs. Berlim tem incontáveis áreas verdes. No entanto, nada se compara ao Eilenriede, em Hanover, uma incrível floresta urbana de 640 hectares.

Foto: iStock_igmarx
Foto: iStock_igmarx

Qualidade de vida
Dá uma certa invejinha. Ciclovias estão riscadas por todas as cidades e as pessoas realmente fazem uso delas. Ao menos no verão, o que as pessoas mais querem é praticar esportes ao ar livre. Correr, remar pelos rios, fazer trekking nas montanhas. Sem falar que os índices de violência por aqui são baixíssimos.

Reciclagem
Vai muito além de devolver as garrafinhas plásticas no supermercado (que valem dinheiro). Há uma estética de reciclagem por todo o lado. Cafés com móveis antigos, áreas abandonadas que passam a ter um novo fim, como o aeroporto de Tempelhof (leia aqui). Reciclar na Alemanha é um comportamento introjetado na sociedade.

Superfoods
Berlim vive uma onda “bio”. Super alimentos, produtos orgânicos, sucos detox.

Transporte público
Funciona, mas não vira a madrugada (exceto ônibus que passam com intervalos enormes). A boa notícia é que usar táxi na Alemanha não é tão caro como em outras cidades da Europa.

Foto: iStock_Simone Becchetti
Foto: iStock_Simone Becchetti

Urban farms
Outra super tendência são os projetos de fazendas urbanas. Berlim tem um punhado delas, que produzem vegetais orgânicos. Em muitos canteiros se vê uma tentativa. Mas há também coisas muito sérias e em larga escala, como é o caso da Malzfabrik, no sul da cidade, que adota sistema aquapônico, que mistura hidroponia com criação de peixes, cujos dejetos são adubo natural.

Veganos
Ainda nesta onda verde, em alguns bairros de Berlim como Kreuzberg, Neukölln ou Prenzlauerberg está quase difícil comer carne, tamanha a oferta de restaurante vegetarianos. E ainda, especialmente, veganos. Tem desde comida vietnamita vegana até sorvete, sem esquecer dos donuts (!).

Xêpa
Os mercados de pulga têm tudo a ver com a mentalidade de reciclagem alemã e, portanto, são muito populares e espalhados por todo o canto. Em Berlim, vale ir ao Mercado de Pulgas do Mauer Park, aos domingos, que ainda tem karaokê.

Zeitgeist
A palavra alemã que se traduz por “espírito do tempo” sintetiza a força que move indivíduos de uma sociedade num determinado tempo. Basta passar um tempo na Alemanha e, especialmente em Berlim, para sentir que há um forte movimento indo na direção de se construir um lugar melhor para viver.

dica to go travel

Definitivamente, a melhor época para visitar a Alemanha é no verão europeu. Na primavera e outono já está frio, mas é uma época boa, sem as hordas de turistas do verão. O inverno é para os fortes, mas dizem por aqui que quem gosta mesmo assim é por que se apaixonou de vez.

Passagens aéreas para Munique, Frankfurt, ColôniaDüsseldorf, HamburgoBerlim

Hotéis em Munique, Frankfurt, ColôniaDüsseldorf, HamburgoBerlim

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.