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20 de fevereiro de 2017

Como sobreviver ao Carnaval de rua

Não importa se em São Paulo, em Olinda ou no Rio de Janeiro. Se jogar na folia do Carnaval exige uma certa técnica. Algumas dicas de como sobreviver às festas nas ruas do Brasil

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Antes de sair de casa, dê uma boa forrada no estômago para aguentar o tranco. Mas se estiver em outro estado, evite comidas muito pesadas, condimentadas e com as quais não está muito acostumado. Tipo uma buchada de bode vai te levar para a rede e não para o sambalelê.

Leve dinheiro vivo (e trocadinho). Deixe o cartão de crédito em casa (até por que vai ser difícil usá-lo), leve dinheiro trocado e guarde dentro da roupa. No Carnaval vale (quase) tudo, até pochete ou aquelas infames bolsinha que vão por baixo da roupa. Guarde um dinheirinho de emergência dentro do tênis.

Aliás, vá de tênis. Ou sapatos muito confortáveis. Deixe as Havaianas em casa.

jaummmmmm

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Não esqueça de levar um documento, ou melhor, uma cópia dele.

Recupere seu celular burner. Você vai querer se comunicar com os amigos (já que em algum momento todo mundo se perde), mas não perder seu smart phone. Apele para aquele antigão jogado no fundo da gaveta.

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Cheque a programação antes de sair de casa e faça um plano de ação para não perder os blocos e shows que quer ver. No Carnaval tudo parece acontecer ao mesmo tempo agora.

O bloco em que quer se jogar cria marchinhas inéditas a cada ano? Decore a letra de antemão. Fica bem mais divertido.

Ir fantasiado é uma delícia, mas cuidado ao escolher o tecido e adereços. Pense em trajes leves e resistentes ao calor, ao suor e às multidões. Se estiver em turma, uma boa é todos irem com a mesma fantasia ou cores. Além de ser divertido brincar em grupo, fica mais fácil localizar os desgarrados.

#carnavalsp #carnaval #sp #pinheiros #ritaleena

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E abuse do glitter. Sempre.

Ainda antes de sair de casa, não esqueça de passar uma boa camada de protetor solar e mesmo de repelente de mosquitos, caso esteja em algum local com casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt.

Para chegar, óbvio 1: não vá de carro. Use metrô, táxi, Uber, ônibus. Mas tenha paciência já que muitas linhas de ônibus fazem caminhos alternativos. Algumas cidades disponibilizam linhas especiais, como o Expresso Folia, no Recife, que sai dos shoppings aos principais polos carnavalescos.

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Beba muita água, mesmo que não esteja gelada. O ideal para aguentar a folia é intercalar uma bebida alcóolica com uma garrafinha d’água.

Uma boa tática para beber uma cerveja mais gelada é dividir com um amigo.

Não quer beber cerveja por causa de seu efeito diurético? Então tenha muito cuidado com a qualidade das vodcas, uísques e afins. E especialmente com bebidas de nomes peculiares como Pau do Índio, Axé de Fala ou Jurubeba, famosas nas ruas de Olinda. Parecem fraquinhas, mas só parecem. Em São Paulo, a bebida dos infernos é a Catuaba. Muito cuidado nessa hora.

Caso encontre para comprar bebidas em garrafas de vidro, recuse. Elas podem causar acidentes.

amo carnaval! ❤ #paqueta #carnaval2017 #rj

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Passou por um sanitário químico ou por um bar que esteja disponibilizando banheiros por uma pequena quantia de dinheiro? Vá mesmo que não esteja assim tão apertado. Vai saber como ou onde estará o seguinte.

Nos blocos, siga o fluxo. Não tente ir mais rápido que a multidão e muito menos andar na mão contrária.

Brinque o Carnaval. Vá de alma aberta, dispa-se de preconceitos, paquere muito. Nunca é demais dizer que no Carnaval vale quase tudo, desde que consentido. Agarrar alguém à força é crime e mesmo forçar a barra de leve é, no mínimo, um desrespeito.

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Reserve outra boa dose de paciência para a hora de voltar para casa. Muitas vezes é um caos achar transporte. Pense que faz parte da festa e que no dia seguinte tudo começa novamente.

dica to go travel

Quer saber mais sobre como é o Carnaval de rua nas principais cidades brasileiras e ver a programação oficial? Leia aqui.

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Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.