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10 de fevereiro de 2017

As compras mico de viagem

De chapéu de vietnamita a estátua mexicana: compras de viagem que viram motivo de arrependimento ainda antes de voltar para casa

Eles podem ser pesados, desajeitados a ponto de não caber na mala ou extremamente frágeis tornando-se uma preocupação constante. E o pior: na maior parte das vezes você só descobre bem depois de comprar que aquele souvenir de viagem que deu tanto trabalho para carregar é basicamente um álien na decoração da sua casa. A seguir algumas das compras de viagem mais mico.

Chapéus étnicos
Durante a viagem parece bacana circular com um chapéu vietnamita ou então virar umas tequilas usando um tradicional sombrero mexicano. Até chegar a hora de lembrar que chapéus não se comportam bem em malas. Sim, você vai entrar no avião com o acessório na cabeça. E depois vai dar um jeito de pendurar na parede da sua casa só por desencargo de consciência.

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Shutterstock/nikitabuida

Estatuetas de deuses
Na Índia, na Tailândia, no México… Dá uma vontade louca de levar para casa uma estátua de Buda, um Ganesha simpático ou mesmo aquelas meio assustadoras imagens de deidades astecas. Em primeiro lugar, há uma questão ética ao levar para casa, como souvenir, um objeto de culto de uma religião que não é a sua. Já carregar a estatueta para casa, dependendo do tamanho e do grau de fragilidade, é que pode ser a verdadeira maldição dos deuses.

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Shutterstock/Vietnamese Photographer

Lindos vasos peruanos
Vamos imaginar que você está no mercado artesanal do Valle Sagrado de los Incas e se depara com o vaso perfeito para sua sala. Difícil resistir, mas pense que também o vaso terá que resistir bravamente até chegar na sua sala.

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Shutterstock/Eteri Okrochelidze

Berimbaus e outros instrumentos
Deu vontade de ter um berimbau para dar um clima afoxé para sua sala? Pense que você vai ter um trabalhinho extra para despachar o instrumento. Mesmo os menores como tamborzinhos indianos ou ukulele havaiano podem significar um estorvo às vezes desnecessário caso você seja do tipo incapaz de tocar sequer uma flauta doce.

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Shutterstock/Protsenko_Photo

Jogos de chá
É chique servir chá em joguinhos de xícaras marroquinas ou num maravilhoso conjunto de laca vindo de Myanmar, por exemplo. Ficam lindos para decorar a casa e podem até valer à pena. Mas antes você vai ter que esquecer o trabalho que deu para os ditos cujos chegarem intactos ao seu destino.

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Shutterstock/Alla Laurent

Queijos frescos
Impossível resistir à tentação de trazer para casa os maravilhosos queijos da Serra da Estrela, em Portugal. Mas como trata-se de produtos frescos, são proibidos de entrar no país. Acredite: melhor não ter o queijo em casa do que viver com a imagem do funcionário da alfândega jogando aquela maravilha no lixo na sua frente.

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Shutterstock/mariakraynova

Narguilé
Podem também se chamar chicha, houka ou ghelyan, dependendo do lugar do oriente em que se está. Trata-se daquelas espécies de cachimbo de água para fumar tabaco aromatizado. Podem até dar um ar bacana para aquele cantinho da casa que você pretende que tenha um clima oriental, mas são chatíssimos de carregar. Sem falar que dá um ódio louco quando você percebe que há para comprar em várias lojinhas da 25 de março, no centro de São Paulo…

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Shutterstock/JM Travel Photography

Calças de elefante na Tailândia
As onipresentes calças estilo ripongo com estampas de elefante vão ficando cada vez mais palatáveis ao longo de uma viagem pelo país. Quando você percebe já está usando uma. O mesmo vale para bolsas de elefante ou para camisetas regata com estampa de marca de cerveja para os garotos. Jogue fora antes de voltar.

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Shutterstock/simpletun

Máscaras tribais
Podem ser dos confins da Amazônia ou de uma zona remota da África. Parecem boas idéias, mas pense seriamente como será a convivência diária com elas na sua parede.

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Shutterstock/TongRo Images Inc

dica to go travel

Ainda mais em tempos de câmbio desfavorável e grana curta, pense cinco vezes antes de gastar dinheiro em lojinhas de souvenir. Que tal voltar com uma sobra para começar a poupança para a viagem seguinte?

Cindy Wilk
Cindy Wilk

Cindy rodou mais de 40 países, ama praias e desertos, acha a Ásia o continente mais aconchegante do mundo e não pretende parar nunca de viajar para escrever e escrever para viajar. Autora de Endereços Curiosos de Londres (Panda Books) e Volta ao Mundo em 101 Dicas (Ediouro), colaborou para várias publicações de viagem e foi diretora de redação da revista TAM nas Nuvens.